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Ácido Tranexâmico – uma nova arma contra o melasma

MelasmaO Melasma é uma das causas mais comuns de manchas escuras na pele, especialmente nas mulheres.

 

Para o tratamento do Melasmafundamental é retirar os fatores de risco, e para isso precisamos nos protegermos do Sol e avaliarmos possíveis influências hormonais. Além disso, cremes a base de ácidos e clareadores, peelings, laser são usualmente prescritos com resultados variáveis.

 

O ácido tranexâmico é uma nova opção para o tratamento do melasma, especialmente nos casos de mais difícil controle. Esta substância é derivada da lisina e atua ao inibir o ativador de plasminogênio. Voltando ao português, sabemos que o plasminogênio é encontrado nas células basais da pele e que quando ativados pelos raios ultravioleta do Sol, estimulam a pigmentação (processo denominado melanogênese). Anticoncepcionais e gravidez também podem ativar este sistema de pigmentação

 

O ácido tranexâmico é uma ótima ferramenta para o tratamento do melasma

Estudos publicados na literatura médica endossam o uso do ácido tranexâmico para o tratamento do Melasma como suplemento oral, na forma de injeções ou após aplicação de laser ou microagulhamento, estratégia de tratamento denominada “drug delivery“.

Como toda medicação, efeitos colaterais são descritos, portanto, o seu uso deve ser indicado pelo seu médico.

O ácido tranexâmico pode ser utilizado com segurança no tratamento do melasma

Caso tenha melasma,
pergunte ao seu dermatologista se você tem indicação deste tratamento!

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Câncer de Pele e Tabagismo

Os cuidados com o Sol são fundamentais para prevenir o aparecimento do câncer de pele.

É sabido que histórico pessoal de câncer de pele está relacionado a um maior risco de novos cânceres de pele.

Mas qual é a relação entre o câncer de pele e outros tumores malignos?

Câncer de pele aumenta o risco

de outros tumores malignos em 2 a 3 vezes

 

Avaliação de 447.801 pessoas nos Estados Unidos, entre 1997 e 2011,  concluiu:

histórico de câncer de pele pode aumentar de 2 a 6 vezes o risco de se ter um outro tipo de câncer

O que chamou atenção no estudo, foi um maior risco de outros cânceres quando o paciente era tabagista

 

Os cânceres mais relacionados foram:
  • Bexiga
  • Cérebro
  • Mama
  • Cólon
  • Esôfago
  • Rim
  • Pulmão
  • Linfoma
  • Melanoma
  • Próstata
  • Garganta
  • Tireóide
  • Útero

 

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Laser de CO2 facionado – um breve histórico

Deka laserApesar do ressurfacing ablativo a laser ser uma técnica de tratamento altamente eficaz na redução de rugas, no tratamento do fotoenvelhecimento e de cicatrizes de acne, esta modalidade terapêutica é acompanhada de altas taxas de complicações e efeitos colaterais, assim como de um longo tempo para recuperação. Na tentativa de aumentar a segurança dos pacientes desenvolveu-se técnicas de laser não ablativas com fracionamento, que apesar de seguras, são muito menos eficazes. Numa tentativa de se equilibrar a segurança do laser não ablativo com a eficácia do laser ablativo desenvolveu-se os equipamentos capazes de gerar energias ablativas com fracionamento.

No ressurfacing ablativo temos comprimentos de onda de 10.600 – CO2 – de 2.940 – erbium:YAG e de 2790 – yttrium aluminum garnet YSGG. Estes lasers são capazes de afetar colunas microscópicas de epiderme, e derme intercaladas com áreas de pele sã. Ao se ajustar a potencia, o espaço entre os pontos, o tempo e a forma de liberação de energia determinam a área a ser tratada, a penetração e profundidade e o tempo de recuperação e por fim a eficácia do tratamento.

O laser de CO2 fracionado se destaca por conseguir utilizar a melhor tecnologia de ressurfacing já utilizada aliada à tecnologia do fracionamento. Um adicional único do laser de CO2 fracionado presente no aparelho da Deka é o SmartXide DOT, que permite um ajuste do tamanho e do formato das áreas a serem tratadas, sendo possível uma personalização do tratamento e possibilitando melhores resultados.

O laser fracionado, principalmente o de CO2, é um avanço significativa na área dos lasers, atingindo um importante equilíbrio entre segurança e eficácia no tratamento de rugas, envelhecimento cutâneo e cicatrizes. Deve-se também realçar que com esta nova tecnologia é possível o tratamento de áreas antes procritas, tal como o dorso das mãos, colo e pescoço além de também permitir o tratamento de estrias.

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Laser de CO2 melhora cicatriz hipertrófica pós queimadura

As cicatrizes de queimadura são uma das mais temidas por seu impacto na qualidade de vida e por poder evoluir com limitações funcionais. Publicação demonstrou que o laser de CO2 diminui a espessura e a superfície das cicatrizes hipertróficas de queimaduras. Este estudo mostrou que o laser de CO2 também pode ser realizado em pele negra de forma segura.

O estudo foi realizado na Índia com 24 pacientes. Os resultados supreenderam os pesquisadores em relação ao perfil de segurança na pele escura dos indianos. Foram realizadas 3 sessões com intervalo mensal. Todos os pacientes notaram melhora.

Hiperpigmentação temporária foi percebida e permaneceu por até 12 semanas. Dor no local de aplicação, durante a sessão de laser, também foi relatada. Este estudo não teve a intenção de substituir técnicas tradicionais do tratamento de queimaduras, mas sim acrescentar novas opções terapêuticas para cicatrizes de tão difícil tratamento.

Devemos lembrar que os melhores resultados são obtidos com o incio do tratamentos mais precoce.

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Vacina contra HPV recomendada para meninos entre 11 e 12 anos

HPVO CDC (Centers for Disease Control – Centro para Controle de Doenças) aprovou, no final de 2011, o uso rotineiro da vacina quadrivalente HPV4 em meninos entre 11 e 12 anos de idade.

Atualmente existem dois tipos de vacinas disponíveis para a proteção contra o vírus HPV. O HPV 4, que foi aprovado em 2006, para administração em mulheres, com idades entre 9 e 26 anos. A vacina confere proteção contra os HPV 16 e 18 (grande potencial oncogênico) e HPV 6 e 11 (causa a maioria das verrugas genitais). Em 2009 esta vacina recebeu autorização para uso em homens entre 9 e 26 anos.

A outra vacina, o HPV2, recebeu autorização para o uso em mulheres entre 10 e 26 anos, em 2009. A sua proteção é apenas contra os subtipos mais relacionados ao câncer de colo de útero os HPV 16 e 18 (relacionado a 70% dos casos de CA de colo de útero).

A recomendação atual, do HPV4 para homens, é baseada em ensaios clínicos que demonstraram a alta eficácia da vacina no sexo masculino, principalmente se administrada antes da exposição ao vírus. Desta forma, a recomendação foi restrita aos meninos entre 11 e 12 anos de idade. Nos casos de meninos, entre 13 e 21 anos, que não receberam a vacina, também recomenda-se a vacinação.

A importância da vacina contra o HPV ninguém questiona: é para a diminuição de novos casos de câncer de colo de útero. O grande problema é que a inclusão desta vacina no calendário vacinal ficou confusa, fato que impactou na adesão e por fim sobre a cobertura desta vacina. A atual recomendação de uso da vacina HPV 4 ficaria mais simples – tanto para os profissionais de saúde quanto para os pais – pois indicaríamos a vacina para todas as crianças entre 11 e 12 anos com diminuição do número de casos de verruga genital masculina e feminina e consequente diminuição doa incidência de câncer de colo de útero.

Cabe lembrar que no Brasil o câncer de colo de útero esta entre os cânceres mais frequente nas mulheres, com impacto crescente nas classes sociais menos favorecidas. Apesar desta estatística e do comprovado efeito da vacina na prevenção deste câncer, esta vacina não se encontra disponível no calendário vacinal brasileiro.

Vacinem os seus filhos!

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Hemangioma na infância – o que fazer?

O hemangioma da infância é uma lesão que se origina das paredes dos vasos sanguíneos. Os pais (principalmente as mães) via de regra ficam preocupados e incomodados com a lesão. Fonte de estresse adicional é que o crescimento da lesão geralmente é percebido. E dessa forma os pais consultam pediatras e dermatologistas regularmente. Estes profissionais ao identificarem o hemangioma orientam os pais a observar! Porque?

A história natural dos hemangiomas é bem conhecida e sabe-se que a lesão possui três fases distintas. A primeira é a fase proliferativa (a de crescimento) que dura, em média, de 5 a 6 meses. As outras fases são a de estabilização e a de involução. Esta geralmente é lenta e gradual ao longo de anos.

Com o conhecimento da história natural dos hemangiomas, ficam as seguintes perguntas: todos os hemangiomas se comportam da mesma forma? O crescimento obedece sempre o mesmo padrão? Existe algum risco para a criança? Se há risco, existe tratamento? A principal resposta para estas perguntas é: apesar de realmente existir um padrão comportamental dos hemangiomas da infância, existem exceções que podem levar risco para a criança, mas opções terapêuticas eficazes encontram-se disponíveis.

De forma geral devemos acompanhar mais de perto os casos de hemangiomas próximos de orifícios naturais e olhos (pelo risco obstrução), casos com grande componente profundo (de aspecto roxo), lesão que ulcera (pelo risco de infecção) e casos segmentares (compromete uma região do corpo), principalmente se o segmento comprometido estiver localizado no pescoço e face.

O dermatologista e o pediatra devem trabalhar em equipe e os pais devem ter fácil acesso aos profissionais para tirar as dúvidas quantas vezes forem necessárias.

 

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Exame das unhas – sua importância nos idosos

shutterstock_56287948A unha é uma estrutura queratinizada que tem como função primordial a defesa. Mas, ao longo dos séculos, passou também a apresentar uma função social importante. Do ponto de vista dermatológico, a unha pode revelar o estado de saúde, o estado nutricional, a personalidade do indivíduo, sua profissão e, ainda, refletir alguma doença interna.

Nos idosos, o exame das unhas pode revelar as alterações médicas que ocorreram nos últimos 6 meses – que corresponde ao tempo médio de crescimento em pessoas com mais de 60 anos. O formato, a cor, a lúnula, a superfície, a pele em torno e a diferença entre as unhas são avaliados pelo dermatologista.

É importante sabermos que o exame das unhas pode sugerir que o paciente idoso apresente alguma deficiência de proteínas, anemia, diabetes, doenças da tireóide, algum tipo de reumatismo, doenças do coração, do pulmão, alterações psiquiátricas, dentre outras. Para as pessoas que não estão familiarizadas com o estudo das unhas, chega a ser impressionante como é possível tantas informações em uma área de apenas 10cm2.

O dermatologista é o especialista que estuda e entende as unhas, incluindo tanto as alterações fisiológicas como as alterações patológicas.

Consulte seu dermatologista regularmente!

 

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Como saber se o médico é mesmo dermatologista?

Conforme o artigo 4º da Resolução nº 1634/2002 do Conselho Federal de Medicina, “O médico só pode declarar vinculação com especialidade ou área de atuação quando for possuidor do título ou certificado a ele correspondente, devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina”.

A mensagem é de extrema importância e dirige-se diretamente aos aprovados no Exame de Título de Especialista em Dermatologia. “Para se intitular dermatologista o certificado do Título de Especialista deve estar devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina competente”, frisa a Dra. Maria de Lourdes Viegas, secretária geral da SBD. “Todos que não requereram e/ou não registraram o Certificado do Título de Especialista em Dermatologia, devem fazê-lo com a máxima brevidade”, orienta.

Encontre um dermatologista na sua cidade através do site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): http://www.sbd.org.br

Notícia publicada no site da SBD em: 13/5/2010

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29 de agosto – Dia Nacional de Combate ao Fumo

O tabagismo é a principal causa de doenças pulmonares, como bronquite crônica, enfisema pulmonar e câncer de pulmão. Está associado ainda a doenças cardiovasculares e a tumores em vários outros locais.

Como objetivo de conscientizar a população sobre o assunto e diminuiros riscos desses tipos de doenças, o governo aprovou, em 1986, a LeiFederal nº 7488, que estabeleceu o dia 29 de agosto como Dia Nacional de Combate ao Fumo, criando assim, o compromisso de elaborar campanhas de combate ao tabagismo.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, no Brasil, cerca de 30% da população adulta é fumante. Os números são alarmantes e não param de subir. A cada hora 10 pessoas morrem por doenças relacionadas ao cigarro no Brasil. Em todo o mundo, esse número sobe para quatro milhões a cada ano. Os dados são da OMS (Organização Mundial de Saúde), que comprovou a relação entre o consumo de cigarro e o desenvolvimento de câncer de pulmão em 90% dos casos.

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Alerta para o uso de anestésico tópico: use com moderação!

O FDA (agência americana que corresponde a ANVISA no Brasil) publicou um parecer de saúde pública destacando os possíveis riscos relacionados ao uso abusivo de anestésicos tópicos.

Os anestésicos tópicos são muito utilizados na dermatologia para realização de procedimentos ambulatoriais, tais como retirada de pequenos sinais e lesões, ou antes de procedimentos estéticos. O seu uso se restringe a pequenas áreas com finalidade de proporcionar mais conforto para os pacientes.

Devemos nos ater que toda medicação, mesmo as tópicas, quando utilizadas de forma abusiva podem causar danos ao usuário. No caso da medicação em questão, o uso inadequado pode levar a absorção da medicação para o sangue e levar a arritmia cardíaca, convulsão, dispnéia (falta de ar) e em casos extremos o paciente pode morrer.

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