setembro 14, 2015

Hemangioma na infância – o que fazer?

O hemangioma da infância é uma lesão que se origina das paredes dos vasos sanguíneos. Os pais (principalmente as mães) via de regra ficam preocupados e incomodados com a lesão. Fonte de estresse adicional é que o crescimento da lesão geralmente é percebido. E dessa forma os pais consultam pediatras e dermatologistas regularmente. Estes profissionais ao identificarem o hemangioma orientam os pais a observar! Porque?

A história natural dos hemangiomas é bem conhecida e sabe-se que a lesão possui três fases distintas. A primeira é a fase proliferativa (a de crescimento) que dura, em média, de 5 a 6 meses. As outras fases são a de estabilização e a de involução. Esta geralmente é lenta e gradual ao longo de anos.

Com o conhecimento da história natural dos hemangiomas, ficam as seguintes perguntas: todos os hemangiomas se comportam da mesma forma? O crescimento obedece sempre o mesmo padrão? Existe algum risco para a criança? Se há risco, existe tratamento? A principal resposta para estas perguntas é: apesar de realmente existir um padrão comportamental dos hemangiomas da infância, existem exceções que podem levar risco para a criança, mas opções terapêuticas eficazes encontram-se disponíveis.

De forma geral devemos acompanhar mais de perto os casos de hemangiomas próximos de orifícios naturais e olhos (pelo risco obstrução), casos com grande componente profundo (de aspecto roxo), lesão que ulcera (pelo risco de infecção) e casos segmentares (compromete uma região do corpo), principalmente se o segmento comprometido estiver localizado no pescoço e face.

O dermatologista e o pediatra devem trabalhar em equipe e os pais devem ter fácil acesso aos profissionais para tirar as dúvidas quantas vezes forem necessárias.

 

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