setembro 3, 2015

Quelóide – um distúrbio de cicatrização

O quelóide, que é conhecido desde a antiguidade, decorre de um processo de cicatrização inadequado e exagerado. A sua formação normalmente ocorre após feridas cirúrgicas, procedimentos não médicos como “piercing” e tatuagem, mas pode decorrer de feridas do cotidiano (após picada de inseto, arranhões) e há relatos de surgimento espontâneo. Tronco, ombros e pavilhões auriculares são as regiões onde mais se desenvolvem os quelóides.

 

Os quelóides podem causar dor, ardor, coceira, além de poderem evoluir com ulcerações e feridas. Desta forma, não podemos entender que o quelóide é uma sequela cicatricial somente com implicação estética, ou seja, além do já sabido efeito deletério sobre o bem estar mental e social do indivíduo, o bem estar físico pode ou poderá também ser comprometido.

 

Quem tem tendência a desenvolver quelóide? A rigor, qualquer pessoa pode desenvolver, mas devemos ter em mente que a raça negra possui maiores possibilidades. História pessoal e familiar de quelóide são outros fatores de risco importantes. Não devemos confundir o quelóide com a cicatriz hipertrófica (confusão comum, inclusive entre os profissionais de saúde), pois são entidades clínicas distintas com diferentes prognósticos.

 

Ainda não existe um tratamento ideal para o quelóide, fato que em parte reflete o conhecimento, somente parcial, sobre a sua formação.  Desta forma, a prevenção ainda é a melhor conduta a ser tomada. Pessoas com história familiar, pessoal ou pessoas de pele negra devem evitar cirúrgias estéticas desnecessárias, assim como evitar realização de tatuagem e piercing.

 

Uma vez o quelóide já presente, o dermatologista é o especialista indicado para determinar a melhor conduta. Esta irá variar com o tipo, a localização e o tamanho do quelóide, levando em consideração as expectativas do paciente. O foco inicial do tratamento é a eliminação dos sintomas relacionados, seguido da tentativa de redução do quelóide. Eliminação ou retirada do quelóide é possível, mas o acompanhamento com o especialista deve ser mantido, por pelo menos 5 anos, para minimizar a chance de recorrência do quadro. Vale ressaltar que a adesão ao tratamento se torna fator decisivo para a resposta final do tratamento.

 

Evite o risco de desenvolver quelóide sempre que possível. Caso ele já esteja presente procure um dermatologista de confiança e não desanime !!!

Compartilhar: / / /
Destaques
cirurgia.net
Recomendações